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Asterisk contribui para chegada de novos fabricantes de telefonia IP
O interesse pela telefonia IP das médias e pequenas empresas vem estimulando o lançamento e chegada de novos fabricantes de centrais telefônicas no País. A maioria deles apoiada no Asterisk -- tecnologia que simula as funcionalidades de um PABX tradicional por meio de um software -- e disposta a abocanhar uma fatia representativa da carteira de clientes dos tradicionais fabricantes nacionais.
"Não estou preocupado com a reação da Cisco, NEC ou Avaya. O que pode afetar nosso negócio é a atualização da linha de produtos de fabricantes nacionais como Dígitro ou Intelbrás", revela Rodrigo Mendes, presidente da GoVoIP, criada apenas há três anos, com investimento de R$ 8 milhões até agora.
O diferencial da GoVoIP, assim como das novas empresas que surgiram nos últimos cinco anos, é o preço da solução, em torno de 10% do valor dos equipamentos oferecidos pelas multinacionais como Avaya, Cisco, Siemens e Nortel.
Isso só é possível porque as novas soluções incorporam os protocolos de comunicação IP recomendados pela plataforma aberta Asterisk. Para se ter idéia do que representa essa nova tecnologia, Mendes sinaliza que a GoVoIP está negociando com uma das grandes multinacionais presentes no País a homologação dos seus equipamentos em Asterisk.
"Há profissionais que nos procuram dispostos a pagar pelo conhecimento que obtivemos em Asterisk", conta Mendes. Ele explica que jamais aceita esse tipo de proposta porque não é uma instituição de ensino nem está disposto a formar profissionais para a concorrência.
"Tem muita gente que virou empresa por causa do Asterisk, mas a GoVoIP criou suas próprias placas para se adapatar à realidade do parque instalado de PABX no Brasil. Nós desenhamos o projeto e encaminhamos para os Estados Unidos reproduzir nossas placas, as quais compõem a solução da GoVoIP", destaca o executivo.
Mas também a GoVoIP nasceu pelo Asterisk, em 2003, quando a Taho, prestadora de serviço de telecomunicações, precisou selecionar os equipamentos que iriam ser instalados nas empresas que adquirissem os serviços de telefonia IP da operadora e resolveu desenvolver a sua própria plataforma, fugindo do alto custo.
"Tudo começou na linguagem Asterisk. Hoje, a solução tem três anos de desenvolvimento e foi a razão da criação da GoVoIP", conta Mendes, que planeja obter o retorno do investimento feito ( R$ 8 milhões) até 2009. Recentemente, a plataforma da GoVOIP foi selecionada pela Hip Telecom para ser indicada aos seus assinantes corporativos.
Outra empresa que vislumbrou uma grande oportunidade de negócio com o Asterisk é a Planetarium. Há dez anos atuando como provedor regional de internet no Estado de Minas Gerais, a companhia se encontrou com o Asterisk quando resolveu implantar um projeto de telefonia IP internamente, para reduzir os custos com telefonia.
"O projeto ficava em torno de R$ 300 mil. Totalmente inviável financeiramente para Planetarium. Então, resolvemos buscar novas formas de implementar a telefonia IP e nessa busca achamos o Asterisk", conta Epaminondas Souza Lage, diretor da Planetarium.
O encontro com a plataforma aberta Asterisk permitiu o desenvolvimento da solução Planet Phone, lançada em novembro do ano passado. "O Planet Phone reúne as funções de um PABX IP e os recursos de um call center", sintetiza Lage. A solução é oferecida às operadoras que têm interesse em atender o mercado de pequenas e médias empresas com serviços VoIP.
Sete meses após o lançamento da solução, a Planetarium conquistou a TMais, a CTBC Telecom e a Connecta como usuários da sua plataforma. Além disso, a solução Planet Phone é oferecida a empresas que buscam economizar as despesas feitas com ligações entre filiais, por meio da telefonia IP. Com essa abordagem comercial, a Planet Phone já foi adquirida por três corporações: Embaré, Pneu Sola e Spress.
Um pedaço da telefonia IP
Mas não são apenas os nichos das centrais telefônicas e gateways que fomentaram a indústria de Tecnologia da Informação do País. A telefonia IP também foi estímulo para FITEC desenvolver telefones IP por meio de software, os chamados softphones. "Estamos desenvolvendo o nosso softphone há cerca de um ano", afirma Aderbal Borges, diretor de desenvolvimento para negócios da FITEC.
A solução já é utilizada pela Voice Global e a Taho, duas operadoras voltadas para atendimento corporativo.
"Nosso objetivo é atingir 200 mil usuários até dezembro por meio das parcerias com as operadoras", estima Borges. A meta é chegar a 1 milhão de download do softphone até 2007.
O interesse pela telefonia IP das médias e pequenas empresas vem estimulando o lançamento e chegada de novos fabricantes de centrais telefônicas no País. A maioria deles apoiada no Asterisk -- tecnologia que simula as funcionalidades de um PABX tradicional por meio de um software -- e disposta a abocanhar uma fatia representativa da carteira de clientes dos tradicionais fabricantes nacionais.
"Não estou preocupado com a reação da Cisco, NEC ou Avaya. O que pode afetar nosso negócio é a atualização da linha de produtos de fabricantes nacionais como Dígitro ou Intelbrás", revela Rodrigo Mendes, presidente da GoVoIP, criada apenas há três anos, com investimento de R$ 8 milhões até agora.
Fonte: Convergência Digital
Autor: Ceila Santos
Data: 14/06/2006
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