|
Taho nega estar à venda e ruma para o interior do País
Para desfazer qualquer rumor que possa circular no mercado, o empresário e ex-banqueiro, Luiz César Fernandes, controlador da Taho Internet, assegura que, no momento, não há qualquer intenção de vender a empresa. Ele diz que mantém a estratégia adotada desde o início: levar o serviço de telefonia para cidades aonde não há oferta. "Não vou brigar pelo mercado corporativo paulista. Não é nem será minha política de crescimento", diz, com exclusividade, ao canal VoIP do Convergência Digital.
Segundo Fernandes, os concorrentes estão ávidos por atuar numa área onde o IP será apenas mais um produto a ser ofertado ao cliente. No caso da Taho, a proposta é completamente diferente. A empresa está chegando a quase 1000 municípios brasileiros e ruma, decisivamente, para o interior do País.
"Levo o serviço IP para onde não há competição. Estou no Piauí, no Mato Grosso do Sul. Não estou nos centros do Rio de Janeiro e São Paulo. Aliás, até estou, mas não é, de fato, o meu intuito sair brigando com uma série de concorrentes, mais as operadoras fixas, por este mercado. Rentabilidade é um alvo que tenho em mente e não vou deixar de pensar assim", salientou Fernandes.
Numa tendência contrária ao do mercado, Fernandes sinaliza que as operadoras fixas não são concorrentes, mas podem ser aliadas. "Todo negócio é um ganha, ganha. Se eu posso estar com elas e levar telefonia IP onde elas não atuam e ofertar soluções conjuntas, por que vou rejeitar?", indaga o executivo. O consumidor final, o que se ressente da oferta de serviços, é o grande alvo da Taho e continuará sendo por um bom tempo, apesar de a empresa não recusar contratos corporativos.
Longo prazo
"É claro que estou no mercado. Tanto que a Taho finaliza um contrato com uma empresa para a aquisição de 400 terminais. Essa empresa está no chamado grande centro, mas tenho absoluta consciência que, em função da oferta, este mercado tem uma fidelidade infinitamente menor do que a do consumidor final, até então não atendido de forma alguma", salienta Fernandes.
Este consumidor final, aliás, é o grande motivador deste ex-banqueiro no negócio de telecomunicações. A aposta rumo à interiorização é um caminho sem volta na Taho. "Esse consumidor é fiel. Ele não tinha serviço. Passa a ter e nos usa. E em muitas cidades, somos os únicos, até porque temos uma infra-estrutura própria baseada em Wireless, que nos permite agregar rede e serviços", observa.
Fiel aos seus princípios, afinal é um ex-banqueiro, Luiz César Fernandes, diz que rentabilidade é sempre o alvo a ser conquistado. E, no caso da Taho, os resultados são considerados excepcionais. Na banda larga, ofertada em áreas sem qualquer cobertura das operadoras de telefonia e/ou de cabo, o ARPU é de R$ 101. Já na telefonia IP, a rentabilidade está, em média, em torno de R$ 71.
"Esses números me dão a certeza de que estou no caminho certo. Procuro novos mercados. Não vou brigar onde já há tanta gente. Não faz sentido, pelo menos, não para mim", reforça Fernandes. Nesta estratégia, a área de desenvolvimento de novos serviços ganha especial atenção.
Na Fazenda Marambaia, localizada em Corrêas, Petropólis, no Rio de Janeiro, onde também cria as suas ovelhas, Fernandes está à frente de uma equipe de jovens talentos, que tem a missão de desenvolver soluções integradas. "Queremos estar nos municípios com uma oferta completa de serviços passando da infra-estrutura até os aplicativos. Desenvolver é uma missão da Taho", reporta o executivo.
Indagado se o mercado de Telefonia IP mostrou-se, de fato, atraente para um ex-banqueiro, Fernandes diz que todo negócio precisa de um tempo para amadurecer. E novas tecnologias, então, requisitam ainda mais paciência e objetividade nos investimentos.
Para ele, a saída de algumas empresas do mercado é uma prova que curto prazo não faz parte do vocabulário de quem investe no mundo IP. A rentabilidade vira, reforça o ex-banqueiro, da fidelidade e da confiança do consumidor. "E para isso, é preciso mostrar trabalho. Saber atuar e, claro, escolher de forma muito objetiva o seu alvo", conclui.
Fonte: Convergência Digital
Autor: Ana Paula Lobo
Data: 21/06/2006
© 2005 Taho Telefonia via
Internet. As informações contidas neste material
estão sujeitas a alterações sem aviso prévio. A
Taho não se responsabiliza por erros técnicos e
editoriais ou omissões nesse documento.
Outros Destaques
-Taho quer estar entre as líderes de VoIP até fim de 2007
-Taho atrai clientes com promoção especial para o Dia dos Namorados
-Em casa de ferreiro o espeto é de ferro
-Os gêneros do alô
-Economize até 80% na ligação - Usar a Internet para fazer DDD e DDI tem se tornado mais comum no país. Veja como funciona esse tipo de serviço.
-Telefonia IP impulsiona mercado de audioconferência
-75% das grandes empresas da AL usarão VoIP este ano, diz estudo
-Taho encerra a WI-MAX Brazil Conference & Expo
-Anatel estuda como "cobrar" o uso do espectro de forma mais eficiente
-WiMAX terá 9% do mercado de assinantes banda larga da AL em 2011
-Governo do Uruguai patrocina rede nacional WiMAX
-Prefeituras devem investir em licenças de SCM por WiMAX
-WiMAX Forum garante mobilidade para 2007
-Anatel só revisa edital do WiMAX por ordem expressa do Governo
-Intelbras adota serviço VoIP para mais de 300 usuários internos
-VoIP herda a complexidade das tarifas convencionais
-Taho aposta em talentos para consolidar marca junto à cultura
-Taho e Intelbras fecham aliança e anunciam ATA em português
-Fitec lança softphone para pen drive
-Asterisk contribui para chegada de novos fabricantes de telefonia IP
-FITec lança softphone em pen drive
-Reconhecimento dos riscos: o caminho para um VoIP seguro
-Não existe empresa no Brasil capaz de prejudicar qualquer imcubent, diz executivo da Telemar
-Taho inaugura novo site
-Empresas correm para iniciar oferta de softphone a usuários
-Operadoras de VoIP: Anatel precisa ser mais ágil no leilão das frequencias para WiMAX
-Fitec desenvolve softphone nacional
-Pequenas operadoras temem esterilização da 3.5GHz - Por João Luiz Marcondes
-Rocinha terá Voz sobre IP
|