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Pequenas operadoras temem esterilização da 3.5GHz - Por João Luiz Marcondes
As pequenas operadoras de telecomunicações demonstraram preocupação de que a faixa 3,5GHZ (própria para WiMax), que deve ser licitada este ano pela Anatel, sofra uma "esterilização" caso as concessionárias resolvam adquirir faixas de frequência e não utilizá-las. "Esse leilão é muito importante para nós, e temos esse receio", explicou Guilherme Saraiva, diretor de marketing da Comsat no Brasil, durante seminário sobre o tema promovido pela Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas (Telcomp) hoje, 20, em São Paulo. A Comsat pretende adquirir blocos de frequência no leilão e fazer uma rede WiMax em 35 cidades brasileiras. Jáfez testes nesta faixa na cidade de Campinas e em outras sete cidades na 5.8 GHz(não licenciada).
Segundo demonstrou Jarbas Valente, superintendente da Anatel, 66% das contribuições à consulta pública sobre o tema pediram duas coisas: que as concessionárias não participem do leilão e que o preço não seja o único fator de escolha, mas também aspectos técnicos. Vale frisar que, caso o edital fosse mudado de somente preço para preço e aspectos técnicos, todo cronograma seria atrasado em seis meses (o leilão está previsto para daqui a 90 dias), o que também não agrada à Telcomp, responsável pela maioria das contribuições restritivas às concessionárias na consulta.
"Estamos perdendo o timing do mercado", preocupa-se Luis Claudio Abad, VP da Taho, empresa brasileira que já tem rede WiMax no Congo. "Desse jeito ficaremos atrás da África". A opinião é reforçada pelo presidente da Telcomp, Luis Cuza. "O importante é que não se perca mais tempo com esse leilão", frisou.
Quem comprar as faixas de frequência para 3,5GHz e 10,5 GHz poderá ficar até cinco anos sem utilizá-las. Depois disso, a empresa é obrigada a compartilhar a faixa. Essa regra, no entanto, ainda será analisada pela Anatel e pode mudar até o leilão.
Fonte: Telesíntese
Autor: João Luiz Marcondes
Data: 20/02/2006
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