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Os gêneros do alô
Existem várias formas de fazer a conta telefônica baixar, usando a rede IP na hora da ligação Dos programinhas gratuitos no PC aos sofisticados telefones IP, o princípio da tecnologia VoIP é basicamente o mesmo: converter a voz das ligações em pacotes de dados, para que ela possa viajar pela internet junto com outros tipos de arquivos. Tudo de graça ou por um precinho camarada. Só que existem várias formas de fazer isso — e aí entram os diferentes recursos e modalidades de VoIP. A escolha de um ou outro depende, principalmente, do quanto se está disposto a gastar e também da qualidade e das facilidades desejadas na hora de fazer a ligação. O recurso mais comum e que exige menos investimento são os programas chamados de softfone — como o Skype —, que funcionam como um telefone no computador. Em geral, eles são a porta de entrada para a telefonia IP, já que são gratuitos, eficientes e fáceis de usar. Basta fazer o download, instalar o software no PC e criar uma conta no serviço. As ligações são feitas pelo próprio micro, que deve se conectar à internet por banda larga e ser equipado com um headset (acessório que reúne fone de ouvido e microfone) para dar privacidade às conversas. Se a chamada tiver como destino outro computador e, portanto, trafegar apenas pela internet, seu custo será zero. A desvantagem é que não há garantia de qualidade da chamada, já que ela circula por uma rede aberta, disputando espaço com outros dados. Mas isso não chega a ser um problema, uma vez que a qualidade não está assim tão distante da telefonia convencional. Essa opção costuma ser usada por empresas pequenas, que têm filiais em várias cidades, e querem se livrar de contas pesadas de interurbanos. É também uma alternativa atraente para pequenos negócios que falam a toda hora com o exterior — e recebem a conta dos DDIs como uma paulada mensal e dolorosa. Para empresas que já têm uma rede de dados baseada no protocolo da internet, por exemplo interligando suas filiais ou escritórios no país — ou até fora dele –, uma alternativa é usar essa infra-estrutura para também transmitir voz, eliminando os interurbanos e ligações internacionais de uma maneira mais organizada. É só adicionar alguns elementos na rede, como placas de voz nos roteadores, além de mecanismos de gerenciamento — entre outras coisas, para dar prioridade aos pacotes de voz em relação a outros arquivos. “Voz é um tipo de comunicação em tempo real e não pode ter atrasos”, afirma Luiz Machado, gerente de comunicação IP da Cisco do Brasil. “Por isso, esses pacotes devem ter prioridade de tráfego na rede”. Mas como a rede pode saber que aquele é um pacote de voz, de uma ligação de trabalho, e não um arquivo com o download do último sucesso da Madonna, que algum funcionário entediado está querendo baixar? Antes de mais nada, esse pacote de voz precisa ser marcado, identificado — o que é feito pelo telefone IP ou por outro elemento inteligente da rede. A partir daí, o pacote de voz passa a ter um tratamento especial, graças à ajuda de protocolos como o MPLS (Multiprotocol Label Switching), que desempenha funções de engenharia de tráfego, buscando o caminho mais rápido para o seu transporte.
PARA TELEFONES COMUNS
Quem quiser usar o softfone para ligar do PC ou notebook para telefones comuns, fixos ou celulares, também pode. Só que, nesse caso, é preciso se cadastrar em serviços como o SkypeOut, o TVA Voz, ou o Vono (lançado pela GVT para concorrer com o Skype), e comprar créditos para as ligações — a um preço bem mais baixo do que o cobrado pelas grandes operadoras de telefonia. No Vono, por exemplo, o minuto de ligação local para telefones fixos de 146 cidades brasileiras onde a GVT está presente custa 11 centavos. Para outras cidades do Brasil e para outros 25 países do mundo, a tarifa fica em 25 centavos o minuto. Só para comparar, uma ligação via Embratel do Rio de Janeiro para Salvador sai 58 centavos o minuto. De Curitiba para Nova York, 99 centavos o minuto. O motivo do preço mais em conta é simples: boa parte do percurso da chamada que sai do computador é feito pela internet. Só na etapa final, já próxima do destino, ela é transferida para a rede telefônica convencional. “A idéia é tirar o custo do pedágio que se paga para as várias operadoras envolvidas em uma ligação”, explica Luiz Cláudio Abad, vice-presidente da empresa fluminense de VoIP Taho. “Por isso, a voz é levada pela internet até o ponto mais próximo do seu destino, onde é entregue à operadora local”. Esse mesmo percurso também é seguido pelas chamadas que saem dos telefones IP ou dos adaptadores ATA (Analog Telephone Adaptor), que se acoplam aos aparelhos convencionais, para a rede de telefonia convencional. A principal vantagem desses aparelhos, em relação ao softfone, está na independência do computador. Para fazer e receber ligações pela rede IP, o micro nem precisa estar ligado. Basta que o telefone IP, ou o ATA, esteja conectado no modem de banda larga ou em um roteador da rede. O funcionamento é exatamente igual ao de um telefone comum — o que torna o uso mais fácil —, porém com a vantagem das tarifas mais baixas da telefonia IP. A desvantagem está no preço desses aparelhos, ainda um tanto elevado no Brasil. Um telefone IP custa no mínimo 400 reais, dependendo do modelo. O adaptador ATA, um pequeno dispositivo que permite fazer as chamadas IP usando um telefone convencional (plugado nele), também está nessa faixa de preço. Sua função é converter os sinais analógicos do telefone comum em sinais digitais, para que possam ser transmitidos pela rede IP. A vantagem é que, por ter tamanho reduzido, o ATA pode ser levado com o usuário para qualquer lugar. Assim, do quarto de um hotel equipado com conexão de banda larga, por exemplo, dá para fazer ligações de longa distância sem custo (se na outra ponta também houver um ATA), ou com preço mais em conta. Basta ligar o dispositivo no próprio telefone do quarto.
Fonte: InfoSMB – Tecnologia da Inform
Autor: Rosa Sposito
Data: 01/03/2006
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