Operadoras de VoIP: Anatel precisa ser mais ágil no leilão das frequencias para WiMAX

As provedoras do serviço de VoIP criticam a lentidão do órgão regulador em aparar as arestas existentes no mercado em relação ao leilão das faixas de freqüências de 3,5GHz, que servirá para o lançamento do serviço WiMAX no Brasil.
As operadoras do segmento defendem a exclusão das concessionárias do novo edital. "Elas poderão ficar com o controle da terra e do ar. E essa situação seria muito ruim para a competição", afirmou o vice-presidente de Tecnologia e Operações da Taho, Luiz Cláudio Abad.
Posição semelhante é defendida por Rodrigo Dienstmann, diretor da Vono, empresa de VoIP da GVT. Segundo o executivo, a participação das concessionárias - Telemar e Telefônica, que ainda não têm licença de 3,5GHz, e da Embratel e da Brasil Telecom, que já têm licença, mas podem querer mais para ampliar a participação no mercado nacional - não será saudável para a competição nos serviços de voz. "As concessionárias já têm o domínio do par metálico. Elas não fizeram o unbundling (compartilhamento da infra-estrutura). Então, agora, as operadoras que querem atuar precisam de uma maneira de não ficarem dependentes. O leilão de 3,5GHz é um caminho excelente para isso", declarou Dienstmann.
Os executivos da Taho e da GVT cobraram ainda uma maior agilidade da Anatel, que ainda não sabe como administrar as divergências internas - os conselheiros têm posições distintas em relação ao melhor modelo de edital - e de mercado - as concessionárias lutam para manter o direito de participação. O leilão da faixa 3,5GHz já foi adiado duas vezes pelo órgão regulador e, diante de tantos impasses, agora, não tem uma data prevista.
Segundo conselheiros da Anatel, caso não haja mudança estrutural no edital - que já viria a contrariar parte do mercado nem intereferência do Tribunal de Contas da União, que tem de aprovar o modelo - o leilão poderia acontecer ainda neste semestre.

Fonte: Convergência Digital

Autor: Ana Paula Lobo

Data: 08/03/2006

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